Projeto leva atendimento básico a famílias ribeirinhas da Amazônia

8 de setembro de 2013

Projeto leva atendimento básico a famílias ribeirinhas da Amazônia

Nas bacias dos rios Negros e Madeira, um grupo de médicos, dentistas e enfermeiros leva atendimento básico a centenas de famílias ribeirinhas desde 2011. Gente que precisa viajar mais de dois dias de barco para chegar ao posto de saúde mais próximo.

Na região Norte, há cerca de um médico para cada mil habitantes, segundo o Conselho Federal de Medicina. Em 2013, os Doutores das Águas contaram com a participação de 28 profissionais embarcados. Ao todo, foram realizados 1321 atendimentos médicos e 846 odontológicos.

“Os 15 anos fazendo turismo nos deu a experiência local e a dimensão das dificuldades de logística”, afirma Rubinho de Almeida Prado, fundador do Doutores das Águas.

premio-sindhrioPRÊMIO DE JORNALISMO & SAÚDE – GLOBONEWS VENCE NA CATEGORIA TV

A matéria feita pela jornalista Angélica Brum e pelo cinegrafista Flavio Alexim para a Globo News Saúde, foi a grande vencedora do Prêmio Sindhrio de Jornalismo e Saúde 2013 (8ª Edição) na Categoria TV, com a reportagem “DOUTORES DAS ÁGUAS”.

O Prêmio é uma iniciativa do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro (SINDHRio), que tem por objetivo valorizar o trabalho da imprensa e contribuir para a busca de soluções para os desafios da saúde, tanto no setor público quanto no setor privado.

Nesta edição, 126 reportagens, de 60 veículos de onzes estados estavam inscritas.

Os médicos, dentistas e voluntários de outras formações chegam nas localidades de barco e começam o atendimento. Cada pessoa passa pela recreação, pelo médico, pelo dentista e pela farmácia. Além do atendimento, os médicos fazem um questionário com os pacientes para saber mais informações sobre o local, como o destino do lixo, tipo de casa, doenças na família e grau de instrução.

‘É um começo’

“A quantidade de cárie é muito grande. É diferente da cidade grande, onde todo mundo tem acesso a dentista. A gente toma até um susto, porque não é uma rotina de trabalho natural nossa. O procedimento que a gente faz não existe para eles. É um começo, mas a gente tem muito para melhorar”, afirma o dentista Luciano Moura.

“Eu fico muito agradecido a Deus, em primeiro lugar, e muito agradecido aos senhores doutores que estão nos assistindo e nos curando. É um esforço muito grande chegar até aqui no meio do mato. É muita boa vontade, é um ser humano muito bom. Nós nunca vimos isso por aqui”, diz um morador.

“A gente não tem nem mais o direito de parar. Você, ao começar, desperta na comunidade um sonho. Eles nunca tiveram isso. Quando você vê o resultado, você fala: ‘Eu não posso mais parar e eu não quero mais parar’”, afirma Rubinho.

http://g1.globo.com/globo-news

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Contact Us